Doce Garota
eu andava sem rumo,
mascando chicletes,
em liberdade vigiada;
vaguei por becos e avenidas,
infernos e madrugadas;
nada encontrava
que me desse vontade de voltar;
vagabundos me aceitavam como um deles;
madames me queriam como brinquedo;
e, eu nunca,
nunca me senti caminhando com alguém;
e agora,
nesse jardim sem flores,
me sinto contigo,
doce garota,
que adoça minha alma carente.
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