Alvorecer
ao alvorecer,
cantarei um canto de glória
ao meu amor que nasce...
beberei a poesia como cachaça;
cegar-me-ei ao sofrimento alheio
e me encerrarei no corpo amado.
ao anoitecer,
cantarei um canto fúnebre,
ao meu amor que parte...
derramarei lágrimas de amor traído,
viverei para ver a dor.
tomarei pílulas então para dormir.
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